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Sobre o visto de entrada
Depois que voltei da Rússia o formato do
visto foi modificado. Passaram do arcaico pedaço de papel
cheio de carimbos, antes usado no rígido controle soviético,
para o moderno visto colado no passaporte.
Mais do que ninguém, e até mesmo
mais do que nós, brasileiros, os russos entendem bastante de
burocracia. O meu visto, do formato antigo, precisava ser
registrado dentro de um certo prazo. O processo de registro
demorou vários dias e exigiu o documento de identidade da
pessoa em cuja residência eu estava hospedado. Durante esse
tempo meu passaporte ficou confiscado, o que impossibilitou
que eu saísse de Moscou. Além disso era necessário preencher
um formulário (em russo, naturalmente) e pagar uma taxa no
banco. Uma das tarefas mais fastidiosas na Rússia é enfrentar
uma fila de banco. Àqueles que eventualmente desejarem me
perguntar, não sei dizer onde é que se registra o visto, mas
isso não é de grande importância. Trata-se de uma pequena
repartição pública, repleta de funcionários morosos e mal
humorados, lotada dos pés à cabeça de gente preenchendo papéis
e pagando taxas. Lá estive, mas não sei dizer como é que se
chega, nem onde fica. Apenas posso afirmar que consegui
transpor sem grandes problemas (com apenas alguns rublos a
menos no meu bolso) essa pequena barreira. Só há
duas maneiras de conseguir um visto: através de um convite
formal de um cidadão russo ou através de uma agência de
turismo russa. No primeiro caso alguém dirá a você o que deve
fazer para registrar o visto, ao passo que no segundo caso
alguém fará tudo por você. Não sei precisar como é
atualmente a burocracia relativa ao visto. É recomendável
entrar em contato com os consulados da Rússia no Brasil para
obter informações seguras.
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