Índice
Chefia
Engenheiro
Francisco José Aires de Brito
Técnico
Marcus Vinícius Randi Ferraz
Secretária
Eliane Campos dos Santos


ApresentaçãoO Laboratório de alta Tensão (LAT) da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da UNICAMP Universidade Estadual de Campinas tem como objetivo o desenvolvimento de atividades de pesquisa, ensino e prestação de serviços à comunidade. As atividades de pesquisa, visam o desenvolvimento de estudos práticos e teóricos no sentido de melhor conhecimento de Técnicas de Altas Tensões. Com relação as atividades de ensino, existe uma grande interação entre o LAT e os cursos de graduação e pós-graduação em engenharia elétrica, visando formar pessoal qualificado que buscam um melhor aprimoramento em sua carreira profissional. Por outro lado, estando o LAT adequadamente capacitado a operar na faixa regulamentada pela ABNT da classe de tensão até 138 kV, pode perfeitamente atender às necessidades de pequenas e médias indústrias de equipamentos elétricos. Muitas empresas, inclusive fora de nosso estado, têm regularmente utilizado os serviços prestados pelo LAT.

Principais Equipamentos Instalados no LAT
Frequência Industrial
Geração
Medição
Tensão Contínua
Geração
Medição
Impulso Atmosférico/Manobra
Geração
Medição
Impulso de Corrente
Geração
Medição

Atividades no LAT
Ensino
Disciplinas de Graduação
Disciplinas de Pós-graduação
Pesquisa
Áreas de Interesse
Prestação de Serviços
Frequência Industrial :
Impulso Atmosférico/Manobra :
Tensão Contínua :

Aferição/Calibração dos Equipamentos do LAT
Empresas que Utilizam os Serviços do LAT
Cerâmica Santa Terezinha S/A
Cerâmica São José S/A
Cooper do Brasil Ltda
Indústria de Transformadores Faleg Ltda
Indústria de Transformadores Itaipu Ltda
Indústria de Transformadores "WTW" Ltda
ITB Indústria de Transformadores Birigui Ltda
Isoladores Santana S/A
KEE - KVA Equipamentos Elétricos S.A.
Siemens S/A

Pesquisas 
Com o objetivo de aprofundar os estudos sobre os parâmetros elétricos de descargas atmosféricas e avaliar sistemas de proteção, um grupo de pesquisadores da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da Indelec do Brasil, fabricante de sistemas de proteção, iniciaram em 1998 a concepção de uma campanha para aplicação do método de indução de descargas atmosféricas no Brasil, que já vem sendo utilizado em vários países.
O cientista andré Eybert-Berard, do CEA - Commissariat a L`Energie Atomique, desenvolveu o método de criação de raios naturais a partir do lançamento de foquetes em direção às nuvens de tempestade. Com esta tecnologia, foram realizadas várias campanhas de lançamento de foguetes em campos de prova.
O Brasil é o quarto país do mundo a sediar os testes com foguetes, que estão sendo realizados no Centro Internacional de Pesquisas em Descargas Atmosféricas, conhecido como laboratório a céu aberto, do Inpe, localizado na cidade de Cachoeira Paulista, SP.
Com duração prevista até 2005, o projeto brasileiro é dividido em várias fases, cuja execução acontecerá no período do verão, estação de grande atividade atmosférica no país. Na primeira fase, ocorrida entre dezembro de 1999 e março de 2000, foi empregada a técnica de induzir descargas atmosféricas pelo lançamento de pequenos foguetes. Em fases subsequentes, será adotada a técnica de induzir descargas atmosféricas por laser.
O projeto tem a coordenação geral de André Eybert-Berard, diretor de lançamentos, criador do método de captura de raios naturais, que consiste em mandar foguetes em direção às nuvens carregadas, como já mencionado.
Tal foguete leva consigo um fio que pode ser totalmente ou parcialmente condutor. O equipamento de disparo fica sob o controle do diretor de lançamentos, o qual pode decidir ao longo do tempo por uma operação de disparo da descarga atmosférica, de acordo com a segurança local e do espaço aéreo do Inpe. É também responsável pela escolha do foguete a ser utilizado - o tipo LRS-A (Lightning Rocket System Altitude) é o sistema normalmente adotado no local com cem metros de cabo Kevlar seguido por 700 metros de cabo de cobre.
Serão empregados também foguetes do tipo LRS-G (Lightning Rocket System Ground), com 700 metros de cabo de cobre.
O primeiro tipo é empregado para produzir uma descarga atmosférica que seja natural a partir dos 100 m. de altura, e o segundo tipo conduz a descarga para os sistemas de medição. Serão lançados cerca de 100 foguetes do tipo LRS-A, esperando-se de 30 a 40 deles consigam provocar descargas elétricas em um ambiente sobre o qual os cientistas têm um certo grau de controle.
Apesar da primeira campanha de indução de descargas atmosféricas ainda estar em fase de conhecimento do local, existem resultados que permitem comentar os melhores parâmetros para produzir a descarga, entre outros aspectos.
Mesmo o laboratório não estando em operação (ainda em fase de implantação), no dia 25 de janeiro de 2000, às 22h47, houve alguma atividade atmosférica na região de Cacheira Paulista. Uma das câmeras ativadas pela descarga atmosférica (intensidade luminosa da descarga e intensidade de campo magnético) captou a imagem de um possível líder ascendente sendo emitido por um dos captores ESSE. Outras câmeras, inclusive a de alta velocidade, realizaram imagens de descargas naturais produzidas pela tempestade.
No dia 5 de fevereiro de 2000, durante uma tempestade, com o laboratório já implantado, foram realizadas quatro tentativas de disparo de foguetes. Uma delas produziu uma descarga artificial registrada pelo sistema de medição de campo elétrico e por câmeras de vídeo.
Equipe Técnica :
André Eybert-Berard - CEA - França
Pascal Boilloz - Indelec - França
Carl Potvain - Hydro-Quebec - Canadá
Serge Chauzy - Universidade Paul Sabatier






